Stieg Larsson – Os homens que odeiam as mulheres, este foi sem sombra de dúvida o livro mais complexo, tumultuoso, perverso e revoltante que já li.
Se por um lado nas primeiras 200 páginas estava a gostar mas também estava ligeiramente enfadada e com dúvidas de ir ser uma leitura verdadeiramente gratificante, e nas 100 páginas seguintes comecei a sentir o bichinho que nos obriga a querer saber mais e mais, nas últimas 200 estava completamente viciada, tal qual uma drogada em busca de cocaína.
A escrita é mesmo muito boa e a edição em português está muitíssimo bem traduzida, o escritor tem a mania de encher as páginas com descrições longas e pormenores intermináveis mas, no fundo tudo é importante, acho que podia ter menos 150 páginas? Sim mas, não seria o mesmo livro.
Quanto à história em si é tão retorcida e macabra que eu nunca seria capaz de escrever algo assim e nem sei como alguém tem estômago para isso, não há personagens boazinhas e perfeitinhas, são todas complexas e “escuras” (não encontro uma palavra melhor para isto), acontecem realmente coisas horrorosas e não é uma história do quase, é um livro forte e que não é indicado para mentes sensíveis mas, para quem quiser arriscar, enfrentar aquelas primeiras páginas da dúvida vale a pena.
Houve momentos em que pensei que não iria ler os outros 2 mas, hoje sei que sim, não os consigo ler já, preciso de recuperar primeiro a minha sanidade mental, foram 539 páginas muito complicadas, que me obrigaram a uma leitura mais lenta do que o habitual para não me perder na história. E mais uma vez um escritor sueco que é realmente muito bom.
Nota: 4/5
Sinopse:
O jornalista de economia MIKAEL BLOMKVIST precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro HANS-ERIK WENNERSTÖM e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millennium. Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. HENRIK VANGER, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer. Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem LISBETH SALANDER. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hacker de excepção. Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar.
XOXO S.