Fui ver o
cisne negro ao cinema e este não é um post sobre o filme porque não quero estragar a história para quem o for ver, digo apenas que durante o filme estava confusa, quando saí achava que até tinha gostado e agora tenho certeza que gostei mesmo muito. Ah! A Natalie merece mesmo o Oscar.
Este post é sim sobre uma coisa que me assombrou a mente depois de ter visto o filme, quantas pessoas conhecemos que têm atitudes bem diferentes daquilo que realmente são em busca da perfeição, daquilo que pensam que têm de ser ou fazer?
Quantas pessoas conhecemos que chegam a tal ponto de exaustão pelo número de horas que trabalham que deixam de ter tempo para elas mesmas, para as famílias e para os amigos? Que chegam ao ponto de tratar mal os que as rodeiam e amam porque simplesmente é bem mais difícil ser perfeito em tudo do que aquilo que gostamos de imaginar?
É ou não comum que as pessoas cheguem quase a um estado de demência com o que exigem a elas próprias? Com o que os pais exigem delas? Com o que os chefes/professores pensam que elas têm obrigação de dar e conseguir?
Vivemos na era do “se não fores perfeito alguém o há-de ser” em que todos somos dispensáveis nos mais variados campos da nossa vida, no trabalho, na amizade, no amor… queremos ser sempre mais, mais magros/bonitos/ricos/inteligentes… vivemos no mundo dos esgotamentos, depressões, ataques de pânico e crises provocadas pelo stress, a verdade é que tanta exigência pela perfeição faz com que seja o nosso corpo a virar-se contra nós e é nesse momento que a colega que nos quer roubar o emprego, a rapariga que gosta do nosso namorado… deixam de ser os nossos maiores inimigos, é nesse momento que nós nos tornamos o nosso maior inimigo na busca pela tão adorada e desejada perfeição.
XOXO S.
P.S. O filme não é um filme simples, não é uma fórmula que qualquer pessoa gosta, é um filme complexo chegando mesmo a ser um thriller psicológico, eu gostei muito mas tenho consciência de que há muitas pessoas que vão odiar.