Hoje tenho pensado muito na pessoa que eu sou, naquilo que são as minhas principais características. Tudo isto porque quando cheguei de manhã ao trabalho, um dos meus colegas estava a cortar alegremente na casaca de uma outra colega minha. Porque segundo ele, ela não era inteligente o suficiente para estar ali.
Parei, pousei as minhas coisas e saí, não é que eu seja santa e nunca diga mal de ninguém, porque por vezes também exercito a minha língua quando estou muito irritada com alguém, mas nunca da forma maldosa com que ele o estava a fazer.
Depois recuei no tempo e lembrei-me que eu nem sempre fui assim, houve uma altura da minha vida em que adorava ver o circo pegar fogo, até porque eu sou uma daquelas pessoas sempre cheias de opiniões e que não têm problema nenhum em assumi-las, mas já lá vão mais de 10 anos e eu mudei, acho que na verdade simplesmente cresci.
Continuo a ter sempre opinião sobre tudo, continuo a ter que morder a língua muitas vezes por dia para não chamar incompetente a este ou àquele, mas não gosto nada daquele jogo do “anda cá dar-me um beijinho que somos muito amigos” e depois a pessoa vira as costas e é umas ofensas atrás das outras.
Gosto de quem gosto e não me obrigo a gostar de ninguém, quando não gosto de uma pessoa não gosto e não lhe dou sorrisos pela frente e facadas pelas costas, no geral, as pessoas sabem que não simpatizo com elas e mantemos uma certa distância saudável, sem agressões e sem beijinhos.
Por isso dispenso conversas da treta de pessoas que deviam era estar a trabalhar e que na volta são bem piores do que o alvo da sua fofoquice, acho mesmo que devíamos começar a olhar mais para os nossos defeitos antes de apontar o dedo ao vizinho do lado, aliás como está sempre a dizer a minha avô “Quando apontas um dedo aos outros tens outros 4 a apontar para ti”.
XOXO S.









