Quem viu o filme do Sexo e a Cidade deve lembrar-se de a Carrier falar ao Big de um livro que andava a ler, “Cartas de Amor de grandes homens” onde constavam cartes de amor de Beethoven, Byron e Napoleão.
Na verdade esta compilação não existia, mas inspirada pelo filme, Ursula Doyle reuniu em um livro algumas das cartas destes homens famosos e mais recentemente em um novo livro chamado “Cartas de Amor de grandes mulheres” podemos ler as cartas de amor de mulheres como Imperatriz Josefina, Ana Bolena, Maria Bronte, Emily Dickinson ou Florbela Espanca…
Isto fez-me pensar, passados tantos anos desde a sua morte podemos ler estas fantásticas cartas, estes homens e estas mulheres deixaram para todos nós, mesmo sem ter sido esse o seu objectivo, provas do imenso amor que sentiram em determinada parte da sua vida.
Se todos esses amores foram felizes e eternos? Claro que não, mas foram verdadeiros e sentidos, a minha mãe e o meu pai ainda guardam cartas que escreveram um ao outro quando namoravam e o meu pai estava na marinha a muitos quilómetros de distância.
Eu nunca escrevi uma carta de amor, se amo menos por isso? Claro que não, mas certamente os meus filhos não terão um dia as minhas cartas de amor, e ao contrário de muitas pessoas eu não guardo mensagens escritas, mas a verdade é que as coisas bonitas que são ditas na forma escrita vêem sempre na forma de sms.
Será que ainda há quem escreva cartas de amor? Na verdade não sei, mas hoje que me deparei com esta linda colecção pensei para mim que se calhar está na altura de escrever a minha primeira carta de amor, apesar de se perder o conceito, porque hoje nos falamos constantemente ao telefone, estamos juntos…e não existe aquela ânsia pelas palavras da pessoa amada, mas acho que seria bom receber uma carta de amor e provavelmente seria muito bom escrever uma também.
XOXO S.