terça-feira, 29 de junho de 2010

Pai "Verdadeiro"?

A S. colega da minha mãe há muitos anos deixou o marido com quem estava casada há 10 anos e que a ajudou a criar as duas filhas que ela tinha de um primeiro casamento e foi viver com o homem que segundo ela é o amor da vida dela.

As filhas estão de rastos porque para elas o C. apesar de não ser o pai biológico era o único que elas conheceram e amam e agora como a mãe e ele se separaram não o podem visitar porque segundo a lei ele não é pai, logo não tem qualquer direito legal sobre elas.


A S. disse hoje à minha mãe que apesar de ter pena pelas filhas e até mesmo pelo C. que sempre foi um bom pai para elas e um bom marido o R. é o amor da vida dela e que se ele não quer que o C. continue na vida dela nem na vida das filhas ela vai respeitar isso.

Eu nem vou discutir o caso de amor cego e louco, porque isso pronto, se este é o amor da vida dela, eu sou apologista de se lutar pela nossa felicidade, mas ela tem duas filhas e na minha opinião devia pensar nelas e mesmo no ex-marido que não sendo pai biológico, foi melhor pai para aquelas duas meninas que alguns pais “verdadeiros” que eu conheço, amou aquelas miúdas e criou-as durante 10 anos.

Eu não entendo estas leis, não entendo a falta de lógica que algumas têm. Para mim, pai e mãe são aquelas pessoas que amam e criam não aqueles que põem no mundo e nunca mais querem saber. Aquele homem criou aquelas duas meninas foi pai e mãe porque a mãe a maioria das vezes não estava presente e a verdade é que mesmo quando estava nunca lhes ligou muito, mas agora ao fim de 10 anos ele não tem direito se quer a vê-las porque elas não são do seu sangue.

Talvez seja eu que estou a ser ingénua e acho que o mundo devia ser diferente, mas a verdade é que acho mesmo que por vezes está tudo ao contrário.

XOXO S.

6 comentários:

  1. Pois está mesmo... Esses casos de coisas biológicas e não sei o quê, não fazem sentido quando se trata de amor verdadeiro. Essa foto e o caso que expuseste mostra isso mesmo, mas as leis que temos são assim mesmo.

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  2. Olá!
    É isso mesmo, pai e mãe são quem cria e dá amor e está lá sempre, desde o inicio, não quem se limita a "fazer-nos".
    Nestes casos é sempre triste que nunca se pense nas crianças:(, são elas quem sofrem e quem cresce com uma definição de familia muito distorcida. É um crime esse pai (porque é pai) não poder ver as crianças que ama e que escolheu para suas filhas:(
    Beijinhoss

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  3. olá! claro que não fico indeferente à história que contaste. de qualquer forma, as leis existem e são necessárias para reger a sociedade, independentemente do seu grau de "justeza" ou não; referem-se ao global e não ao particular.
    Contudo,repara, antes de existir uma lei que aprove o casamento homossexual, os homossexuais já podiam viver em união de facto, antes de existir a lei do aborto, as pessoas já praticavam o aborto e tantos outros casos.
    A lei é apenas uma directriz, somos sempre livres das nossas escolhas... e na minha opinião, o que será condenável não é um texto legal vazio de emoções, mas as escolhas que cada um faz na sua vida. Essas sim, dignas de uma apreciação de "justeza" ou "injusteza".

    Maria Pedro

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  4. Não vou julgar o caso da senhora, mas digo-te que conheço por aqui histórias semelhantes que não tiveram fins felizes...quem não põe o bem estar dos filhos em 1 º lugar não é de certeza muito boa pessoa...esse senhor foi o veradeiro pai dessas meninas por isso deveria ter todo o direito a estar com elas...bj:)

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  5. Olá!
    Estou te convidando para conhecer meu blog cheio de novidades e um pouco do meu trabalho também!
    Beijos!

    Mariana Rosa

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  6. Pai e mãe é quem cria, quem dá amor. Desculpa a crueza e aparentemente pouca gentileza da palavra, mas é este mesmo o termo: parir não faz de ninguém mãe, nem transferir alguns espermatozóides para dentro da mãe faz de alguém pai. Amar, sim, faz de alguém pai ou mãe.

    Que se queira viver um grande amor, ir atrás da felicidade, é como dizes, se assim é, que seja.

    Mas não consigo conceber que se prive as filhas do pai (porque ele é pai) por imposições de terceiros. Penso até que essa atitude por parte do novo companheiro demonstra egoísmo. Que ele tenha essa atitude não me surpreende, mas que a mãe a acate, sim. Em primeiro lugar deveriam estar elas, que, não sendo responsáveis por nada disso, serão as que mais sofrem.

    A lei tem muitas lacunas, mas há situações em que nem deveria ser precisa, em que devia haver bom-senso!

    Beijinhos

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