quarta-feira, 27 de março de 2013

Apenas o que precisava!

Cecelia Ahern - Obrigada pelas Recordações, sabem quando é simplesmente o livro certo no momento certo? Foi exactamente isso que aconteceu com este livro, por alguma razão era o livro que precisava ler.

Foi uma leitura empolgante, a história é provavelmente um bocadinho exagerada mas, como todos os livros da Cecelia Ahern está cheia de mensagens escondidas, é como se estivéssemos constantemente a ler dois livros diferentes, aquele que está impresso e o que está camuflado no meio das palavras que lá estão escritas. 

É uma história sobre o final de uma fase e o começo de uma outra, sobre escolhas e prioridades, sobre a descoberta do que realmente nos faz felizes. 

Ri que nem uma maluca em algumas partes deste livro relacionadas com a dinâmica entre pai e filha, senti um carinho imenso pelo pai da personagem principal, senti a sua dor em alguns momentos e a sua alegria em outros, corro mesmo o risco de dizer que foi a minha personagem favorita de todo o livro. 

Como todos os livros desta autora não é um livro de leitura fácil, sendo mesmo um pouco atabalhoado ao início mas, eu gostei muito, é um livro para quem gosta de usar a imaginação para quem gosta de sair do habitual.

"Ambos olhamos fixamente para o pequeno caminho de relva pisada que atravessa o jardim, levando à entrada.
- As linhas do desejo - repito, revendo-me em criança, em adolescente e já adulta, sempre a atravessar aquele caminho. - Suponho que o desejo não é linear. Não há um caminho em linha recta para chegarmos onde queremos."

Nota: 4/5


Sinopse:

Quando Joyce Conway acorda no hospital depois de uma queda grave, sabe que a sua vida nunca mais será a mesma. Não só perdeu o filho que carregava no ventre, como se apercebe que o seu casamento chegou a um beco sem saída. Mas estas não são as únicas consequências. Joyce simplesmente já não é a mesma pessoa. De repente disserta sobre arte e arquitectura europeias, tem hábitos alimentares completamente diferentes, fala sobre ruas parisienses onde nunca esteve… e cruza-se amiúde com um homem a quem sente que está estranhamente ligada…

XOXO S.

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